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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pensar dói?

Algumas vezes pelas "andanças pela internet afora" geralmente encontro textos  bem interessantes, alguns compartilho no twitter ou no facebook, mas alguns gosto de colocar aqui e registrar, como é o caso desse texto que li faz um tempo na Carta Capital.

"Em texto publicado no New York Times, Neal Gabler, da Universidade do Sul da Califórnia, argumenta que vivemos em uma sociedade na qual ter informações tornou-se mais importante do que pensar: uma era pós-ideias. Gabler é o autor, entre outras obras, de Vida, o Filme (Companhia das Letras), no qual afirma que, durante décadas de bombardeio pelos meios de comunicação, a distinção entre ficção e realidade foi sendo abolida. O livro tem o significativo subtítulo: Como o entretenimento conquistou a realidade.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sobre o mito da caverna de Platão

Para quebrar esse hiato de posts por aqui no blog, vou postar parte de um trabalho de filosofia que fiz há exatamente um ano atrás. Ficou meio ruim, mas já serve para fazer quem ler pensar nem que seja só por uns instantes sobre o assunto.


Todo grande gênio quando lançou suas ideias inovadoras também foi chamado de louco e punido por ir contra tudo o que era verdade na época, só consultar a história para constatar isso. O mito representa de certa forma a sociedade, estamos todos acorrentados às leis antigas, todos muito acomodados para sair em novas buscas. Estamos todos conformados com o que já sabemos, acorrentados, assim como os personagens do mito. Quando algum indivíduo se levanta e resolve ir atrás de novos elementos, novas verdades ou qualquer coisa que quebre a rotina, todos o chamam de louco. Acredito que hoje em dia a perseguição não chega ao extremo de matar, como foi falado no texto, e que já ocorreu anteriormente. Mas chamamos de louco os que o pensamento se diferencia do nosso, chamamos de louco aquele quem vive de forma diferente dos demais.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sobre ser homem

            Sem duvida nascer homem é a melhor coisa que pode acontecer a um ser vivo. Antes que você comece a falar mal pra caramba, peço que tente olhar como eu. Vamos analisar calmamente, na verdade eu vou analisar segundo o meu ponto de vista, que certamente é diferente de muita gente.

            Homens são seres simples (de um modo geral), na infância a paixão é o futebol, na adolescência é a vizinha e quando mais velho aquela garotinha de dezenove anos. Na juventude o que interessa é a balada e um carro legal, as mulheres que você consegue em geral são jovens também e são em maioria bonitas. Quando você é jovem provavelmente você não tem uma barriga enorme de chope, ainda consegue correr e joga bola sem medo de infarto. Agora quando envelhece, tudo isso chega e te incomoda às vezes, mas não tem ânimo para mudar a situação.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Estranho no “paraíso” II

Depois de dois bilhões de anos eu estou escrevendo mais uma vez e se você está me achando um retardado, parabéns você está certíssimo. Até eu me acho um retardado em estar escrevendo novamente sobre isso, mas me peguei em uma situação onde achei que seria legal escrever sobre este assunto novamente, levando em conta que ultimamente me sinto estranho em todos os lugares e sinceramente eu não sei o por quê até agora. Enfim eu sou um estranho e ficarei assim em todos os lugares com toda certeza, porém ando com o botão “foda-se” ligado e realmente não ligo mais para o que as pessoas pensam sobre mim nesses ambientes, o que mais me intriga é o que essas pessoas fazem nesses ambientes.

sábado, 3 de setembro de 2011

Conversa de ônibus


A perfeita história de amor começa desastradamente, sem saber o que ela é de verdade. Ela tropeça, dá com a cara no chão, cambaleia até se firmar. O firmamento pode demorar instantes, dias, uma eternidade ou pode acabar sem saber o propósito da sua existência. Mas nada impede de outra história começar.
Numa terça-feira, lá pelas quatro e tantas da tarde, começou a chover. A expectativa de qualquer casal querendo passear no dia dos namorados foi à ruína, mas Bruno ficou ouvindo música no banco da rodoviária. Deixou a barba crescer por cinco dias e ela começava a coçar: O que detestava era ver seu bigode ralo, mais parecendo um busso, crescendo nos cantos da boca. Um boné para esconder os resquícios de entradas de um cabelo mal penteado e óculos escuros, devido à vermelhidão que impregnou em seus olhos depois de vários dias mal dormidos. Com um café reforçado preparado pela prima vinte anos mais velha que ele, uma tia-prima, conseguiu sair da cama no horário para apanhar o ônibus que o levaria até a cidade que morava.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ele Faz Arco-Íris

Um homem capaz de criar o Arco-Íris com o intuito de desligar a mente mesmo que momentaneamente das tarefas diárias deve ser respeitado; seu nome é Michael Jones McKean. Aos 34 anos, o professor da Universidade Virginia Commonwealth, nos Estados Unidos, aprimorou sua técnica que vinha sendo trabalhada ao longo de aproximadamente uma década.


[O arco-íris de McKean]


quinta-feira, 28 de abril de 2011

As cotas raciais - Solução baseada na falsa compaixão


Nota: Esse artigo foi escrito pelo Nivaldo Elias Murad, engenheiro e professor e foi publicado no jornal O tempo faz muito tempo.

                Fui professor em escolas de engenharia federais e estaduais durante 34 anos. Fui, também, diretor de vários projetos industriais na área de automação. Com essa experiência na área técnica, mas também com os relacionamentos humanos, sinto-me confortável para emitir minha opinião sobre a tentativa de se impor ao nosso país o sistema de cotas raciais, a mais recente e demagógica banderia da esquerda.

terça-feira, 29 de março de 2011

O Trabalho e a Exploração

Às vezes escravidão, nas muitas outras uma luta incansável para a realização de sonhos, que os pais não podem bancar. Estudar e brincar passam a ser segundo plano, quando muito. Em alguns casos, são tratadas como se transmitissem uma doença mortal; poucos são os que se humanizam e vêem na causa dessas crianças nobreza e dignidade. Assim são tratadas cerca de 4 milhões e 800 mil crianças.

terça-feira, 22 de março de 2011

Estranho no “paraíso”

Nota: Não tem nada a ver com o seriado O.C Um Estranho no Paraíso
Hoje em dia nossa sociedade se deturpou de tal forma que está muito difícil entender o que as pessoas dizem ser “um paraíso”. Se olharmos bem á nossa volta veremos que jovens e adultos se divertem e fazem do espaço ocupado o seu “paraíso”. Colando a minha cabeça para funcionar um pouco, pude perceber que nos dias de hoje a palavra “paraíso” saiu um pouco do contexto da mesma, sendo que olhei por uma definição de dicionário. Mas não quero fazer uma comparação entre uma definição de dicionário e as definições da sociedade.

domingo, 13 de março de 2011

Iceberg



O resultado do que somos é tão desastroso, vemos claramente o declívio da curva em meio o caminho da nossa raça. Não irei longe e me prolongar no que diz respeito à morte do planeta, o convite fica para o olhar mais perto, sejamos mais próximos e enxerguemos a base desse nosso imenso iceberg.


sábado, 4 de dezembro de 2010

Vamos Fingir

Não sou especialista no assunto, aliás, estou longe disso. Acredito que não é preciso ser um estudioso no assunto para notar que há algo por trás daquela explicação. – Penso que seja mentira – E mal contada, muito mal contada. Talvez, seja como a história. – Não vem ao caso – Faz certo tempo que estou pensativo sobre este assunto e resolvi publicar, espero sim que cada um deixe o seu ponto de vista. Espero. A matéria a seguir foi exibida há pouco tempo atrás, e o marcante nela é a ironia com que o próprio apresentador tratou o assunto, mostrando completa descrença.



Após ver essa matéria minha mente não tardou em especular as mais variadas teorias. Não quero vender meu ponto de vista, e mesmo que o fizesse não acredito que alguém compraria. Afinal é mais fácil acreditar que eles dizem a verdade, é simples conformar e pensar que está tudo bem. Por que não dizem a verdade, é algo ilegal ou muito ruim para ter que esconder? Está certamente não é a primeira, não será a ultima historinha que tentaram nos passar como verdade.


São tantas mentiras contadas, que fingimos acreditar em todas, pois senão somos privados de viver.

domingo, 24 de outubro de 2010

Mundo - cão


A televisão no domingo sempre foi um problema dos grandes nos canais abertos, pegar o controle para ficar trocando de canal é inviável, afinal com menos de um minuto acabaria a “alegria”. Tempos atrás fiquei assim em frente ao televisor, trocava de canal sem saber o que buscar, momentos depois me pegava assistindo TV Balcão. O cúmulo dos cúmulos, talvez não se levar em conta o que virá a seguir.

Principalmente nas tardes domingueiras é crescente a exploração de fatores anormais, se alguém sofre com anomalias é extremamente alto, ou baixo. Sem contar os muitos outros defeitos que ao invés de ser ajudado a reverter, ou auxilio no que for preciso, todos ficam a expor fazendo cara de “coitado” ou mesmo riem das desgraças alheia, fazendo chacota e utilizam termos humilhantes e Apelativos.

“Ele tem de fazer xixi na ponta dos pés”. – Deve ter sido agradabilíssimo para o anão ter ouvido um comentário ridículo igual esse proferido por uma repórter da Record.

O exemplo dado se refere à Record, com isso não digo que ela é a pior de todas nem a melhor, o nível é baixíssimo. Você pode ver isso logo mais com os imperdoáveis do Pânico na TV, vou dispensar qualquer comentário me limitando a deixar apenas uma frase já conhecida por muitos. “Ah, moleque.” Isso sem contar o lado apelativo da nudez, e dos bons costumes corrompido sem nenhuma restrição.

[Imagem meramente ilustrativa, sobre os programas supracitados - Logicamente existem piores, o que é difícil acreditar.]

Nós adoramos esse mundo-cão, adoramos achar graça nas desgraças das pessoas. Ao que Gessinger escreveu: “... Tudo isso já faz parte da rotina e a rotina já faz parte de você.” Não raro falamos aqui sobre temas de reflexão, contudo nada adianta se não nos dispomos a mudar.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sobre Chaves e seus ensinamentos


“EU LHE PERGUNTO SE NÃO SERIA CONVINIENTE QUE OS ADULTOS TIVESSEM UM POUCO DESSA FÉ QUE TEM AS CRIANÇAS.”

            Perdemos a nossa fé, perdemos aquele poder de acreditar nas coisas, de ter esperança em algo. Mas vamos retroceder um pouco, vamos lembrar como isso tudo surgiu.

Alegria de toda criança
  
            Era um domingo à tarde, estava eu assistindo Chaves, mais especificadamente o episódio "Todos em Acapulco". Meu caro leitor, se você teve infância ou não estava em coma nos últimos dez anos de sua vida certamente você já assistiu Chaves e provavelmente assistiu o episódio "Todos em Acapulco" (que na opinião da pessoa que escreve é um dos melhores).

            Enfim, estava eu assistindo e reparei nessa frase que o Professor Girafalez diz determinado momento. Eu não parei o vídeo para escrever, mas aquela frase ficou na minha mente por muito tempo. Três dias depois que eu fui escrever a frase, para duas semanas depois começar este texto.

            Perdemos a nossa fé, quando digo isso eu me entristeço, afinal eu também perdi minha fé em muitas coisas, e quando olho para as crianças, que com um sorriso inocente acreditam em fantasias, acreditam realmente em mágicas e em outras tantas coisas eu me vejo no passado e digo que eu me perdi no caminho da vida. Quando somos mais novos, temos mais fé nas coisas, nas pessoas, no time de futebol, no herói dos quadrinhos ou da tv, nos personagens dos livros e dos filmes, mas quando crescemos, bem essas coisas mudam.

            Quando somos mais velhos temos mais "conhecimento", temos mais entendimento das coisas que nos rodeiam e que preenchem o mundo, quando a criança diz que é mágica nós rimos e falamos que é apenas um truque. Sabemos demais, mas sinceramente tem coisas que eu não queria saber.  Ao envelhecermos nos ficamos mais chatos, mais céticos em relação a um monte de coisa, precisamos de fatos e provas para acreditar.  Não estou dizendo para acreditar em tudo, mas temos que aprender a enxergar as coisas de um novo ângulo.

            Sabe aquela fé que as crianças têm em um mundo divertido? Sabe aquele desejo que a criança tem de ter um sonho realizado? Bem eu também acho que perdemos isso. Quando ficamos adultos, a maioria tende a trocar seus sonhos por projetos da carreira, tendem a esquecer seus sonhos pelo emprego que ganhe mais. Sei que temos que nos tornar adultos responsáveis e etc, mas eu não vou me prolongar demais não, sabe aquele sorriso imediato que vem ao seu rosto quando assiste Chaves, aquela alegria? Então, deveríamos ter mais dela e menos da tristeza diária que vejo nas ruas. E eu faço a mesma pergunta que o “mestre lingüiça” fez, “eu lhe pergunto se não seria conveniente que os adultos tivessem um pouco dessa fé que tem as crianças.”

            E também deixo um tweet do Humberto Gessinger que se deu no dia das crianças, quando boa parte dos usuários colocaram suas fotos de crianças antes e durante a data e depois tiraram ele disse o seguinte: “Ok, tirei o avatar infantil, mas não se iludam: não cresci!”
Faço das palavras dele as minhas.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Profissões Perigosas

“O segredo para não se acidentar, é não perder o medo da profissão.”

Assim definiu um dos trabalhadores, após comentar sobre um acidente de seu colega de trabalho, que caiu do quinto andar, por motivo de “forças maiores” sobreviveu.


No programa exibido no dia 31 de agosto de 2010, A Liga, mostrou novamente alguns pontos antes não enxergados. O assunto tratado dessa vez diz respeito a trabalhos perigosos. Certamente quando pensamos em perigo, logo deve vir à cabeça algo radical, digno de uma mega produção hollywoodiana, onde um carro capote em alta velocidade, ou mesmo guerrilhas onde se salva apenas o protagonista. No entanto existem perigos em escala menor, mas nem por isso menos devastadores.
Já que falamos de Hollywood e até citamos a categoria filme, me veio a lembranças dos dublês. Eles, os verdadeiros responsáveis por aquela realidade toda em determinados filmes de ação, e não aquele ator ou aquela atriz lindos (seguindo o que se vende como bonito e feio) que ganham os status por tudo. Embora, hoje tenhamos ciências de que eles nunca põem a mão nesse tipo de massa.
O dublê entrevistado afirmou ser taxado de doido, porém disse gostar da profissão, aproveitou para dar ênfase ao profissionalismo de sua equipe afirmando confiar neles. Achei razoável, pois não vejo outro por quê. Ninguém, absolutamente ninguém ariscaria a vida fazendo um trabalho que desgostasse e inseguro ao menos que fosse a única saída.

O outro trabalho que irei comentar é dos limpadores de janela, pessoas honradas que se ariscam fazendo rapel nos prédio das grandes metrópoles. Foi de um profissional desse ramo que saiu a frase descrita no início da postagem. Eu sinceramente acho que deve ser o máximo a pratica de rapel, no entanto, por ter que fazer todo o dia perderia minha motivação. Já eles, encaram o perigo com unhas, dentes e até mesmo com grande humor.
Acredito que só vivendo o que eles vivem, poderíamos naquele instante ver o que vale mais, a família que tem que ser sustentada ou a própria vida. Dura decisão a qual alguns se submetem diariamente. Mesmo que tenha segurança, vale lembrar que há também riscos e bem expressivos.
Nesse ponto deveria fechar a matéria, todavia quero convidar a você a pensar em algo simples, como a janela limpa de um alto edifício. E se pergunte, que valor temos dado as mínimas coisas? Será sempre preciso alguém mostrar em detalhes convincentes para cairmos na real? Já você que não se importa com isso, estaria muito ocupado com sua auto-imagem refletida em um espelho, que nada mostra a não ser um coração vazio?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sobre a loucura

"AQUI DENTRO NÃO EXISTEM LOUCOS, EXISTEM PESSOAS QUE NÃO AGUENTARAM VIVER NA LOUCURA DO MUNDO AI FORA."

Essas foram às palavras que uma pessoa internada em uma clínica de reabilitação para pessoas com problemas psicológicos proferiu, ao ser indagado sobre a loucura. Eu parei, e comecei a tentar entender isso. Mas, vamos retroceder um pouco.

Estava assistindo o programa "A liga", que falava sobre os manicômios, as casas de reabilitação psicológica e crianças adotadas, o tema do programa era mais ou menos isso, não sei ao certo, sei que depois de assisti-lo comecei a perceber como somos cheios de preconceito. Ao vermos uma pessoa na rua, diferente de nós, não apenas no modo de vestir, falo diferente no modo de ser, salvo as exceções, classificamos a pessoa como "doida" e não temos muito contato, vou mais além ainda, alguns fazem chacota da pessoa, a desconsideram, a anulam como pessoa. Desconhecemos a maioria das pessoas ao nosso redor, mas julgamos tão rapidamente que nem paramos para pensar. Quem são eles? O que os fazem diferentes de nós? Por que são assim? Qual a história deles? Bem, depois desse programa, comecei a consegui enxergar com novos olhos.

Como somos estúpidos! Sim, me desculpe, mas no momento não me vem à mente outra palavra para expressar o que grande massa da sociedade é. Julgamos todos pela altura, tamanho, modo de se vestir, crenças e etc. E, principalmente aquelas pessoas que se diferenciam bruscamente de nós, pelo modo de viver neste mundo, de se comportar na sociedade, essas nem chegam a ser julgadas, simplesmente anulamos elas, dando uma parcela de nossa falsa piedade, como se isso nos fizesse sermos pessoas melhores do que elas. Nem ao menos chegamos a trocar duas palavras com elas, nem sabemos o seu nome, sua história. Pelo seu comportamento diferenciado falamos que ela é louca, mas por que isso? Porque é bem mais fácil definir sem conhecer, é mais fácil ignorar do que procurar saber os motivos, as razões para o comportamento diferenciado. Existem sim pessoas com problemas psicológicos, pessoas que deliram, que acreditam em coisas que não são normais. Mas e nós, qual a diferença deles para nós, os "normais", que acreditamos que é comum você andar com medo na rua, que acreditamos ser comum um pai matar a sua mulher na frente dos seus filhos, que acreditamos ser comum assistir televisão e aceitar de forma consciente tudo aquilo que vemos ali! Que acreditamos ser comum nos relacionarmos com uma pessoa sem sentimento algum, que acreditamos ser comum uma garota de 13 anos estar grávida e viciada em drogas. Qual é a real loucura nisso tudo?

Essas pessoas se diferenciam de nós porque elas vivem a sua maneira, não ligam para a “convenção social” onde se prega a falsidade nos relacionamentos cotidianos, onde temos que sorrir e falar que está tudo bem quando na verdade estamos arrasados. Diferenciam-se porque se mostram realmente, elas se apresentam para a vida, ao contrário de nós que vivemos sempre com medo de desapontar alguém, com medo de que alguém se espante se você mostrar o que você é de verdade, preferindo viver com máscaras.

Por mais estranho que pareça, eles são mais reais do que nós. Eles vivem de forma intensa, se relacionam de forma verdadeira e dão sorrisos sinceros. E nós, nos sorrimos para agradar, nos relacionamos para suprir nossas ambições, e o momento mais intenso de nossa vida é proporcionado através da televisão. Ensinamos a nossas crianças como elas devem agir, limitando elas, não deixamos correr porque é perigoso, mas damos jogos de corrida para elas jogarem. Ensinamos a ela que bater nas pessoas não é correto, mas compramos jogos e mais jogos de violência. Nós não contamos mais estórias para elas, nós não passeamos mais com elas. Os pais as deixam dormindo para ir ao trabalho e quando chegam elas já estão dormindo. No nosso cotidiano não falamos com quase ninguém, mas temos mais de mil “amigos” em nossas redes sociais. E diante disso me pergunto qual a verdadeira loucura?

Eu não estou aqui para causar uma revolução, não estou aqui esperando que você faça um grande ato altruísta após ler esse post, se você chegar a ler ele todo. Meu único desejo é que possamos olhar para dentro de nós mesmos, conferir os nossos valores, entender as nossas loucuras.

Se esse é o mundo normal eu prefiro viver entre os loucos.

-Deus, livre-me dos normais.