quinta-feira, 2 de junho de 2011
Sistema do Caos - I
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Lamentações – mais um delírio de Jack Boy
sábado, 11 de dezembro de 2010
Tragédia Fatal - 08
A morte e nada mais
Se me permitem de agora em diante passo a narrativa para os momentos finais. É claro que me pergunto o que pensa o leitor, estaria torcendo por mim? São tantas indagações que irei deixar para lá, pois senão elas viriam a ocupar toda a extensão que deveria ser dedicada a história. Outro ponto que me tira desta condição de querer saber, é o simples fato de que nada irá mudar o rumo de minha história.
O tempo passa, as revelações acontecem e o fim jaz a porta. A luz se acendeu, de forma tardia fechei os olhos tentando evitar a claridade. Ora, ora... Conheço essa voz, e minhas investigações não levaram até ele, ainda bem que morderam a isca. Como murmúrios eles falavam, prejudicado pelo nervosismo não conseguir ouvir, agora sim era ligeiramente audível.
- Mike, você está péssimo. – Yuri era quem começava a falar, tinha um cigarro em mãos e fumava vagarosamente. – Tentamos entrar em acordo antes, será que nessa condição o ambiente vai favorecer o “eu aceito”?
Robert o da voz conhecida desatava a mordaça. Senti um incomodo forte, mas logo o alivio, minha boca estava livre daquele desconforto. Qualquer um gritaria chamando por socorro desesperadamente, se fosse antes eu faria igual. Nada de vizinhança, nada gritos, afinal ela me chamava de forma doce e encantadora. Em silêncio encarei Yuri, depois me virei um pouco vislumbrando a face marrenta de Robert. Sorri, decretando meu triunfo sobre cada um deles, ambos que estavam presente e aquela máfia que agia sendo encobertada.
- Vamos, me matem! O que esperam? – A voz saia em tom alto, era o som da soberania. – Nada podem fazer além, me matar é a vingança é tudo o que resta, afinal tenho a certeza que nada do que fizerem irá mudar o destino de...
Agilmente fui agarrado na garganta, Yuri apertava ela com uma força terrível. Sou dos que acredita na capacidade humana além do nosso entendimento, sendo assim, acho plausível dizer que a raiva tornou a força dele sobre humana. Sua face era horripilante, franzia o rosto e cerrava os dentes até que, desistiu de seguir seu impulso emocional virou-se dando as costas para mim, não houve tempo para me recuperar, um soco atingia certeiro em minha face. Gritei de dor, mas nada daquilo me fazia sentir medo. Voltei a olhar para ele e um sorriso ensanguentado se exibiu em minha boca.
- Aproveite, eu sou sua ultima diversão... – Gritei remexendo na cadeira.
- Esquece você quem sou não é Mike? – O redator chefe falava. – Sabe muito bem que posso tirar aquela matéria do ar no caso de você sumir, tentei conversar, mas nada feito. Dane-se você, bancando um a de herói nesse mundo de cobras... Já sabe o final, do seu conto de fadas? Robert dê um fim nele e vamos. – Se eu me importasse, a expressão dele me traria um pavor maior do que qualquer coisa antes me proporcionara, era sombrio e frio.
***
Na cidade de Belo Horizonte um jornalista que brigava por justiça. Do contrario de muitos ele não se vendera, seguiu seu sonho de infância, e dentre centenas, não milhares, ele renunciou o conformismo não desistindo de ir contra o sistema. Longe de ser o melhor jornalista investigativo, e seu feito é longe de mudar o mundo. Não faltou a Mike vontade de valer o seu viver, amou, sorriu, chorou, brincou quando criança. Trocou o futebol por livros, investiu fundo no que queria. Seu nome seria lembrado por uns que com ele conviveram, sendo em cotidiano físico ou digital. Esquecido pela grande maioria, o que não importar, algo importa depois que se morre?
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Tragédia Fatal - 07
O escuro familiar
- Claro Mike, estou deixando tudo como planejamos. – disse Fernando.
- Obrigado, lembre-se que tudo pode acontecer, mas ninguém terá acesso a você. Tudo que se deve fazer é seguir o combinado. – Falei com calma.
No decorrer dos fatos tratei de convocar para uma pequena reunião com os meus superiores no jornal. Lá expôs todos os documentos provando a veracidade do que dizia, enquanto isso explicava e gesticulava. Aquela denuncia movimentaria uma grande investigação e prenderiam inúmeras pessoas envolvidas, e também traria novos ares a empresa, voltando a ter maior credibilidade tanto na revista quanto no jornal.
- Esplêndido! – Antecipou-se Carlos – Vai para a primeira capa da revista desse mês, e ganhará reforço no jornal onde deixaremos algumas noticias que instiguem as pessoas a procurar por maiores informações.
- Não. – O “não” suou como um grito interrompeu Yuri. Eu não deixei de sorrir, ao ver sua face, tinha medo nos olhos. Tentando contornar ele começou a explicar. – Acho que tudo pode ser maior, poderíamos criar uma situação de impacto.
Divertir-me, ao que eu já sabia Yuri tinha sido pago, e recebe todo mês dinheiro vindo dessa ilegalidade. – nem passou a minha cabeça o fato de ser uma vingança contra ele. - Foi incrível como as coisas foram se encaixando, o redator chefe era ciente de toda trapaça feita, e encobertava para tirar proveito financeiro. Carlos que gostava mais de Yuri passou a responsabilidade da publicação para ele, como por mim já era esperado, sendo assim, a matéria estava pronta era apenas soltar a bomba e esperar as reações vindouras.
***
Horas depois estava de volta ao meu cantinho de sossego, mas desta vez não foi como antes. Como dito antes, minha casa é em um local calmo – lê-se: pouco deserto. – Lá chegando, adentrei normalmente e tranquei a porta principal, tudo parecia perfeitamente normal. Agora dava curtos passos olhando a volta com um ar despercebido, estava cansado e não queria nada mais do que uma boa ducha para relaxar, seguido de uma ótima noite de sono. Essa anseia de descansar, tão logo se dissipou. Como uma nevoa que não resisti ao vento, tornando tudo mais claro e vistoso.
Recobrei os sentidos, estava sentado em uma cadeira o local tremendamente escuro, entretanto familiar. Estou no escritório de minha casa. Uma forte dor correu minha cabeça, com uma reação normal levei a mão até onde doía. Na verdade, tentei. As mãos assim como os pés estavam devidamente preso. Municiei um grito, o mesmo barrado, esse eu tinha certeza que não funcionaria. No desespero quase não se pensa, apenas se debate e quer que algo de bom aconteça. Vendo que nada adiantaria ficar a me contorcer e soltar murmúrios abafados, resolvi me silenciar e agir de formar racional e fria, afinal não está morto já dizia muito. E a morte às vezes é atraente aos olhos.
Pouco antes de entre na porta que dava acesso a sala e as demais partes da casa, por trás uma forte pancada irrompeu em minha cabeça. Forte o bastante para me deixar desacordado durante aproximadamente 40 minutos. O arremate do agressor foi feito em conjunto com um galho de árvore normalmente utilizado como lenha. Após isso tiveram eles o cuidado de atear fogo no objeto em uma tentativa de queimar provas.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Tragédia Fatal - 06

terça-feira, 19 de outubro de 2010
Tragédia Fatal - 05
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Tragédia Fatal - 04
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Tragédia Fatal - 03
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Tragédia Fatal - 02
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Tragédia Fatal - 01
"Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós."
