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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Despedida

Era apenas uma manhã de segunda feira comum, mas ele não estava animado o suficiente pra reclamar da segunda ou da semana (de trabalho) que estava para se iniciar. Não tinha ido estudar e com isso ganhara a manhã livre, coisa que ele gostava demais. Sem mesmo abrir a janela para ver o sol ele se muniu de um café e foi ligar a TV para ver os desastres no noticiário. Após o jornal matinal, nada mais natural que ir para o computador, checar e-mails e coisas banais, dar um oi para os amigos da web e logo buscar por algo pra ler e uma boa música.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Devaneios contínuos


Depois de indas e vindas, começos e re-começos
Eu por fim perdi e quando admiti isso venci
Todo o medo, a insegurança e os sorrisos se foram
Aquele aperto continua, o coração ainda reclama
Ele está como um cão, quando vê se sobressalta
Começa a pulsar em ritmo acelerado, mesmo acorrentado
As cicatrizes recentes ficam indecisas, e por um instante
as amarras fraquejam e o coração quase se solta
Ai vem o cérebro, racionalizando tudo, com um olhar veemente
Olha para o coração que se ainda pulsa acelerado e diz
Calma garoto, calma
A dor continua mas passa, volte a se aquietar
e magicamente tudo vai voltando a sua velocidade normal
O aperto no peito ainda é presente, a angústia
Mas com a mente é possível sorrir novamente
Mesmo que uma fresta apenas, um sorriso de nervosismo
Já começa a perceber que tudo se foi, é apenas o fim
E todos aqueles bons momentos que existiram cabe a mente decidir
Alguns o tempo leva, outros ficam no alto de estantes empoeiradas na mente
No fim, dói cada vez menos, o cérebro faz bem seu papel e protege
Vai diminuindo a intensidade, vai matando o sentimento
E no final já é possível caminhar sem medo
Talvez isso seja a vida, sequência de dores com alegria
Talvez isso seja uma ilusão, apenas devaneios
Mas no final tudo se ajeita, de um jeito ou de outro
e para consolação sobram as palavras que amontoam-se formando frases
e em algum lugar se vê Nelson Rodrigues dizendo
"Todo amor é eterno, se não é eterno, não era amor."

"Um dia desses, num desses encontros casuais, talvez a gente se encontre, talvez a gente encontre explicação..."

sábado, 30 de julho de 2011

Cartas de Jack Boy

Aqui é escuro, frio e não se escuta nada além da própria respiração, que cada vez é mais forçada, a vida está se despedindo de mim, sussurrando demoradamente palavras que não consigo compreender.  Durante muito tempo permaneci calado, quieto e tentando entender, tentando achar alguma lógica e sentido nisso que chamam de vida, mas desisti. Entreguei-me, tentei ser normal e vi como é vil a humanidade, sofri as consequências de minha insensatez, deixaram marcas para não mais me esquecer.

domingo, 31 de outubro de 2010

Desejo Insaciável - III

Instantes de Alegria

"... Foram meses a espera desse momento, tudo que eu queria estava acontecendo, e o melhor, da forma que eu planejara em minha mente. Nesse momento comecei a perceber como era prazerosa essa sensação de vingança. Nunca havia sentindo tanto prazer como naquele momento, matar agora era algo que realmente valia a pena fazer, não importava ser um inocente ou delinqüente, o que importava era ver sangue, dor, súplicas...”

Logo que Anna me contou como eu estava, senti que era hora dela saber o que estava acontecendo, contei tudo, desde aquela noite até hoje, pedi para que ela não contasse ao nosso tio Drew, pois ele iria interferir nos meus planos, achando que fazer isso seria inútil. Até poderia ser inútil para ele, mas pra mim era algo bem útil, tratava-se de uma questão de honra e principalmente de vingança. Estava chegando a hora de ir para as comemorações, era o momento de colocar o meu plano em prática.

Ficar em um lugar onde eu possa ter uma recaída é muito irritante. Não poder morde ninguém, segurar o meu desejo por sangue, que chatice isso. Já não aguentava mais aquele lugar, precisava me alimentar, foi quando olhei para a porta e me deparei com a imagem dele, Jonathan Shelter, a pessoa que eu mais queria ver essa noite, era a hora de começar a fazer o que deveria ter sido feito a três meses atrás, a vingança estava próxima. A primeira parte do meu plano já estava sendo colocada em prática e ninguém percebia o que estava acontecendo.

Ver aquele sorriso me irritava, a cada minuto que passava meu ódio aumentava. Tinha que me acalmar e ao avistar uma bela garrafa de Jack Daniels me deixou mais tranqüilo. O garçom achou estranho eu querer a garrafa, dizia que não podia por nada trazê-la até mim. Babaca! Mal sabe ele na confusão que se meteu ao olhar em meus olhos. Foi muito bom poder sentar com minha garrafa de wisk e ver aquele idiota do garçom sendo xingado e não se lembrando de nada, mas o melhor era olhar para o centro da casa e ver Jonathan outro babaca caindo em minha emboscada. O sino da igreja tocou, já era meia-noite e estava na hora de me alimentar.

...To be Continued...

domingo, 26 de setembro de 2010

Desejo Insaciável - II



“... Na minha mente passava novamente as imagens daquela noite, o dia em que alguém me viu devorar aquela moça. A sombra daquele rosto não saia da minha cabeça e algo em certo rapaz me chamou muito a atenção...”
Foi um dia bem monótono mais uma vez, Anna como sempre demorou mais de duas horas para se arrumar, isso me deixa nervoso e impaciente, não entendo como uma pessoa consegue demorar tanto para colocar uma roupa, o pior é que ela faz isso todas as vezes que vamos sair, seja pra caçar ou não. Dessa vez dei um pequeno desconto por se tratar de um evento muito importante, o melhor estava por vir e Anna não podia saber de nada. Enquanto ela se arrumava eu me sentei à frente da TV para ver as notícias sobre as comemorações da cidade. Por alguns segundos fiquei em choque, quando apareceu a foto de certo cidadão da cidade, não sei o porquê, mas algo nesse cara me fez ficar dessa forma.
Por alguns minutos tive a impressão de que fosse esse individuo que me viu naquela noite e que não saia da minha mente... Isso é estranho, pois nunca aconteceu antes. Levantei-me e me sentei na frente do computador, queria saber mais sobre Jonathan Shelter. A princípio nada de interessante, informações que não valiam à pena e não me ajudariam em nada, isso estava tirando todas as minhas suspeitas, até que uma matéria confirmou todas elas.
Anna saiu correndo do quarto, tentou trazer-me novamente para a realidade. Aquela reportagem me deixou com tanta raiva que lancei o monitor do computador na parede, senti como se meu ódio e raiva se misturassem, meus olhos demonstravam um desejo de matar como nunca acontecido antes, em minha mão esquerda havia um copo de vinho, eu o segurava tão forte que o mesmo se trincou até se despedaçar por inteiro. Anna estava desesperada e histérica, foi nesse momento que voltei do “transe”, olhei para ela e pude ver medo em seus olhos, perguntei a ela o que havia acontecido, foi quando ela me contou como eu estava nesse momento senti que ela deveria saber do que estava acontecendo antes que algo acontecesse. À hora da vingança se aproximava.


...To be Continued...

Lembranças

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Fragmentos


Não eram apenas folhas rasgadas... Era uma esperança que morria ali.

Todos já estão cansados de escutar que a vida não é legal, que a vida não é boa, que ninguém bate tão forte quanto a vida (fazendo menção do post em homenagem ao dia dos pais) e etc. Mas o fato de você saber não diminui a dor que proporciona.

Fim de noite de um dia qualquer, as lágrimas nos olhos já haviam secado, mas a dor ainda era presente. Sobre o efeito da raiva, Jack boy não fazia questão de nada naquele dia, mas isso não impedia o fato de seus olhos percorrerem tudo a sua volta na busca de esperança em uma sociedade perdida, isso se tornara um hábito para ele.
Muito barulho a sua volta, ele se encolhia para dentro de si mesmo, buscando um refúgio interior que cada vez era mais necessário. Lá no fundo, em sua “caverna” interior era o silêncio que imperava. Ali não existiam máscaras, ali não existiam subterfúgios para se proteger, estava desarmado ali dentro. A sinceridade cruel que reinava ali o atraia, sempre que precisava de uma dose de realidade.
 
Acorde...
Essa voz ao fundo o despertou, uma rápida olhada para o relógio demonstrando o descontentamento de estar preso ali, faltavam mais duas horas para a dita liberdade, para poder se recolher, longe do mundo, enquanto isso era preciso resistir. Com a determinação digna de um espartano ele se empenhou em manter os olhos abertos, ainda era necessário.

Com o olhar perdido ele vagava em um mundo paralelo, até que seu olhar se fixa em uma cena inusitada. Ele vê folhas se rasgando, pelo modo como foi feito, devagar, desistindo, ele captou a diferença do momento. Não eram apenas folhas rasgadas... Era uma esperança que morria ali, aquelas folhas rasgadas levavam muito mais do que simples palavras, levavam sentimentos que nunca iriam ser revelados, conclusões que se tornaram inúteis, reflexões que se tornaram vãs.

Ele que insistia tanto em sonhar, incentivava a sonhar, dar mais uma chance para a vida, mais um fôlego a esperança. Mesmo que muitas vezes ele mesmo não conseguia resistir, mesmo que algumas vezes ele se entregasse a revolta que explodia no seu interior ele insistia, incentivava os demais a caminhar junto com ele na contra mão. E para um sonhador como ele aquilo fazia diferença. Era muito mais fácil desistir, se entregar do que lutar, era muito mais fácil desacreditar os demais do que resgatar a esperança deles, e quando via outro perdendo a pouca esperança plantada, era mais que frustrante, era algo que ele não sabia definir com palavras.

O som da “libertação”, cabeças em debandada se retiravam e ele permanecera, tinha algo a fazer. Ao recolher aquelas folhas rasgadas, abandonadas no lixo ele tentava antes mesmo de tentar re-estabelecer algo, ele tentava provar para si mesmo que insistir sonhando não era acreditar em um ideal morto, tentava provar para si mesmo que era válido acreditar.

O conteúdo das folhas permanecera em segredo, as folhas que tinham sido cuidadosamente rasgadas impediam a leitura, e as partes que faltavam pareciam fundamentais devido à escassez do sentido. Ele só queria acreditar que tudo passaria, que era apenas uma época, um dia ruim. Ele queria acreditar que o sol iria raiar mais uma vez, iluminando por completo aquele coração para que assim pudesse compreender a mágica da vida. A vida mostraria isso ainda, ele desejava com total intensidade estar vivo ainda para poder contemplar novamente aquele sorriso.
 
Para tanto ele deveria prosseguir, um dia de cada vez, e aquele dia estava terminando por ali, era hora de se recolher. Jack Boy seguiu o seu caminho, sozinho levava consigo um sorriso no rosto e uma esperança no coração.

“Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade”
                                                                                  Walt Disney

domingo, 22 de agosto de 2010

Desejo Insaciável - I

Psicoses
... A vida já não tem sentido, tudo passa, o dia não tem graça, você culpa o destino ou até mesmo o coração, tenta se libertar usando a razão, sofrer já virou rotina, os anos passam rapidamente, viver? pra que? Se a única coisa que faço é ficar o dia todo trancado sem ter o que fazer, esperando a noite para poder alimentar o meu desejo de matar, de ver sofrimento...”
Às vezes tenho paranóias como essa... Não sei por que isso acontece, já deveria ter caído à ficha por um todo. É difícil me acostumar, mais estou gostando de fazer essas coisas, ver uma pessoa sofrendo enquanto dreno todo seu sangue é muito bom. Deviam experimentar aposto que vão gostar...
Hoje o dia está diferente, sinto que não será fácil me alimentar já que a cidade está em comemoração, aglomerações assim impossibilitam a minha ação, pois me revelar para um grande público colocar-me-ia em maus lençóis, coisa que não quero no momento. Tento explicar isso para Anna, mas ela não me dá ouvidos, acha que quanto mais pessoas juntas melhor, eu até concordo com ela em partes, se não fosse o fato dos riscos também aumentarem.
Ultimamente sinto como se alguém soubesse quem nós somos, é ruim conviver com esse sentimento de perseguição, a julgar pelo fato de você ser a “caça”. Espera! Eu não deveria ser a “caça”, isso foge do meu hábito. Sou o caçador e me nego ser alvo de seres inescrupulosos. Por isso tomei uma decisão muito importante, tanto pra mim quanto pra Anna. Ah! Perdoem-me pela falta de educação, já ia sair sem me apresentar... Sou o Luke e é um prazer conhecer vocês.
...To be Continued...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

I'll be there for you [Eu sempre estarei lá por você]

Conseguir sentir tanto amor em uma frase é pra poucos. Não que esteja falando que alguns são incapazes de amar, por mais irreal que seja ainda acredito na capacidade das pessoas amarem, mas em uma época que se fala tão pouco de amor, que acham careta demais, muito clichê, em uma época de desvalorização da antiga frase "eu te amo", quando você consegue captar todo esse sentimento em uma música, bem caro leitor, pode se sentir um vencedor.

Era para ser apenas mais um domingo na vida de Jack Boy, mas como a vida se mostra sempre surpreendente, não seria apenas um dia comum. Desperdiçando horas na internet, um e-mail inesperado surge, sem título algum, o semblante dele já se fecha, mas quando ele olha o remetende, o coração acelera automaticamente. Ela mexera demais com ele, e ainda o dominava de alguma forma que ele não conseguia compreender.

Sim, Lana mandara um e-mail para ele depois de 1 ano e 4 meses sem se falarem, sem ele ter nenhuma notícia dela. Por um instante ele cogita não abrir o e-mail, simplismente deletar, em mais uma tentativa vã de esquecê-la por completo. Mas ele sabia que não era possível, quando ela se fora, levara uma parte dele, uma parte que ele sentia falta constantemente. Vencido por si mesmo, a única prevenção dele é um copo de café, forte e amargo, para ele lembrar bem como as coisas terminaram.

O e-mail começava com um ar despretensioso, mas aos poucos ia regressando nos momentos vivídos, os bons momentos. Ele lembrava até hoje o primeiro momento que vira ela, aquele rosto fino, o sorriso despretensiosamente sedutor e o olhar sem peso, calmo. A sua voz ainda ecoava na mente dele falando sobre coisas alheias, lhe ensinando coisas que ele desconhecia. Ainda lembrava bem da timidez de ambos, dos olhares furtivos em meio aos outros. O calor transmitido no beijo em sua face de despedida do primeiro dia, ele sabia naquele momento que não tinha sido apenas mais um.

Ele voltou dos seus pensamentos, e se perguntava por que ela lhe mandara esse e-mail cheio de lembranças. Por que insistia em atormentar ele? E ele também não entendia por que guardava tantas lembranças, intactas na sua mente, como se tivesse vivído ontem.

Jack Boy se perdera completamente no sorriso dela, nas noites podia ver ele sorrindo, sorrindo imaginando-se do lado dela. Se o amor deixa as pessoas cegas, ele deixou Jack Boy abobado, ele acostumara-se, afinal não era a primeira vez que ficava assim.

Aquela vontade de dar a mão pra ela, de passear, de abraçá-la, aquilo não o deixava em paz. O encontro deles, a conversa mais que prolongada, as futilidades, as utilidades, tudo uma espécie de rodeio, ambos sabiam o que sentia em relação ao outro, mas o medo de revelar os sucumbira aquele silêncio agoniante.

Com a coragem que a distância dá, ela falou com ele. Revelou todo o sentimento que nutria por ele, toda a intensidade que um simples contato passava, todo o desejo que tinha, os sonhos mais loucos, as palavras mais bonitas que encontrara. Tudo o que ele pensava, ela estava lhe falando... mas tudo não bastara.

E foi nesse momento que Jack Boy fechara o semblante. Desde o começo da leitura ele estava com um ar brando, um meio sorriso na face, mas ao voltar, pela segunda vez no e-mail sentiu aquele aperto no coração. Sabia como essa história terminava, não tinha certeza se queria continuar. Não, ao menos uma vez tenho que encarar os fatos pensava Jack Boy quando retomou a leitura. Ficou totalmente abatido quando ela lhe falou que tudo não era o bastante para ela. Que havia algo que impedia que ela continuasse. Não queria brincar com ele, não queria fazer ele sofrer, por isso decidira se afastar. Mesmo ele retrucando que se ela se afastasse ele iria sofrer ainda mais, que ele realmente gostava dela, nada do que disse foi o bastante. A única coisa que ele lembrava bem era de sua última frase pra ela.

- I'll be there for you.

No local onde ambos se encontraram, na frente daquele lago, naquele dia de sol.

Não mais havia um sorriso no rosto de Jack Boy, o fim do e-mail lhe trouxera muitas lembranças, e a falta daquela parte que ela levara consigo, aquele aperto no peito ainda doia. Mas era uma dor que ele suportava, aquilo lembrava ele que havia sido verdadeiro, que aquela dor era pra lembrá-lo que ainda existia amor. Mesmo de uma forma cruel, aquilo era amor. Ele não conseguia descrever, não conseguia explicar, apenas sentir.

PS: O nome do post é uma música do Bon Jovi, que por sinal se apresentará no Brasil ainda esse ano.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Jack Boy - Desabafo

Ele acordou, seguiria a rotina normal de todos os dias, mas em certa hora daquele dia ele para a leitura que fazia e pega seu notebook e após ligá-lo, começa a digitar freneticamente, como se todo o tempo que ele dispunha ainda não fosse o bastante para ele externar toda aquela avalanche de pensamentos que invadia a cabeça dele. E obediente as vontades do subconsciente ele começa a digitar.

A vida parece girar cada dia mais rápida, mas de forma menos intensa. É como se eu cada vez menos me envolvesse, como se eu não vivesse totalmente, apenas uma leve parte indiferente. Mas afinal, não era isso que eu queria, apenas observar? Minha mente é confusa e meu olhar se perde nas palavras que vão surgindo instantâneamente na tela do notebook. Engraçado como começamos a ler e não obstante vem aquele desejo intenso de escrever algo, mesmo que você não faça idéia do que escrever. Exepcionalmente hoje as horas estão passando mais rapidamente do que o costumeiro, meu pensamento divaga e insiste em parar nos flashs dos momentos que passei com ela. Aquelas conversas sobre tudo e sobre nada, sobre coisas alheias, risadas compartilhadas, épocas de sorrisos sinceros. Será isso prazer em insistir em algo que não existe mais? Emendar momentos vivídos com aqueles que só existiram em meu mundo paralelo? Ah merda, cansei de me torturar pelas minhas limitações. Neste momento percebo que Vinícius de Moraes estava mais que correto quando escreveu o Soneto de Fidelidade, "quem sabe a solidão, fim de quem ama." Acho que é bem isso que ocorre mesmo. No fim das contas tenho plena conciência que meu erro foi o medo, a falta de coragem [covarde, ecoa a voz interior], o medo destrói as boas lembranças. A única certeza que eu tenho agora é que preciso continuar, se faz necessário persistir. Mas no momento que eu vivo, não tem poesia, conto ou crônica que me console. Deixo apenas escorrer o sangue, na esperança de me recuperar de mais um golpe, mais um...

      Entre nós existe a distância de muitas palavras não ditas.